A Droga da Obediência
Olá,muito obrigada a todos pelo apoio...
as provas estavam fáceis, só fiquei em recuperação final em uma, mas mesmo assim devendo décimos!
Quero me desculpar pela falta de tempo para postar aqui.
errr...eu irei viajar para brasília (minha cidade natal) dia 18 e voltarei dia 7 de janeiro,
bem a vários motivos para essa viagem, uma vez que quase toda a minha familía mora lá,
então tenho duas tias grávidas,uma foi internada ainda hoje...
Então verei minhas duas(dois) primos---mesmo que um seja na barriga.
e também mostraremos a minha irmã, já que ela nasceu esse ano , e quase ninguém conhece.
e quando eu chegar, embreve conhecerei minha grande amiga blogueira,que sempre me aconselhou e me ajudou,gosto muito dela e fiquei muito feliz ao seber que ela iria passar as férias na minha cidade, eu realmente não posso esperar para conhecer-la!Obrigada por tudo Lu !E mais um vez estamos chegando na epóca do Natal (Alegria=Consumo),
então eu deixo aqui o link de uma música falando sobre o consumismo, é de uma famosa banda brasiliense ,não é muito o "estilo" que a maioria costuma ouvir, mas eles falam muito sobre a realidade do Brasil.
Abaixo, eu postarei uma parte do conto, O Retrado Oval, escrito por Edgar Allan Poe,
eu adoro esse conto,a maneira como ele relata o fim de uma ambição...
realmente aconselho a lerem o conto todo. ^^

“Era uma donzela de raríssima beleza, não mais encantadora do que cheia de alegria. Má foi a hora em que viu, amou e desposou o pintor. Ele, apaixonado, estudioso, austero, e tendo já na sua Arte uma esposa; ela, uma donzela de raríssima beleza, não mais encantadora do que cheia de alegria; toda luz e sorrisos, e travessa como uma corça nova; amando e acarinhando todas as coisas; odiando apenas a Arte, sua rival; temendo só a paleta, os pincéis e outros desfavoráveis instrumentos que a privavam do rosto de seu amado. Era, portanto, uma coisa terrível para essa dama ouvir o pintor falar de seu desejo de retratar justo sua jovem esposa. No entanto, ela era humilde e obediente, e posou submissa por muitas semanas na escura e alta câmara do torreão, onde a luz caía somente do teto sobre a pálida tela. Mas ele, o pintor, glorificava-se com sua obra, que continuava de hora a hora, dia a dia. E era um homem apaixonado, impetuoso e taciturno, que se perdia em devaneios; de maneira que não queria ver que a luz espectral que caía naquele torreão isolado debilitava a saúde e a vivacidade de sua esposa, que definhava visivelmente para todos, exceto para ele. Contudo, ela continuava a sorrir imóvel, docilmente, porque viu que o pintor (que tinha grande renome) adquiriu um fervoroso e ardente prazer em sua tarefa, e trabalhava dia e noite para pintar a que tanto o amava, aquela que a cada dia ficava mais desalentada e fraca. E, em verdade, alguns que viam o retrato falavam, em voz baixa, de sua semelhança como de uma poderosa maravilha, e uma prova não só da força do pintor como de seu profundo amor pela qual ele pintava tão insuperavelmente bem. Finalmente, como o trabalho aproximava-se de sua conclusão, ninguém mais foi admitido no torreão, pois o pintor enlouquecera com o ardor de sua obra, raramente desviando os olhos da tela, mesmo para olhar o rosto de sua esposa. Não queria ver que as tintas que espalhava na tela eram tiradas das faces da que posava junto a ele. E quando muitas semanas nocivas passaram e pouco restava a fazer, salvo uma pincelada na boca e um tom nos olhos, o espírito da dama novamente bruxuleou como a chama de uma lanterna. Então, a pincelada foi dada e o tom aplicado, e, por um momento, o pintor deteve-se extasiado diante da obra em que trabalhara. Porém, em seguida, enquanto ainda contemplava-a, ficou trêmulo, muito pálido e espantado, exclamando em voz alta: ‘Isto é de fato a própria Vida!’ Voltou-se repentinamente para olhar sua amada: estava morta!”
~~ Edgar A. Poe~~

Obrigada pela visita,e uma Boa Semana! |






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